

Ficha Técnica
Resultados
Descritivo:
Vulnerabilidades, demandas de saúde e acesso a serviços da população de travestis e transexuais do Estado de São Paulo
Um relatório da Academia de Medicina dos EUA, que analisou o nível de conhecimento vigente e as lacunas nas pesquisas relacionadas à situação de saúde de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, concluiu que os estudos existentes nos Estados Unidos são insuficientes, e essa insuficiência é ainda maior quando se trata de pessoas trans e bissexuais. O comitê conclui o seu relatório afirmando que “para construir uma evidência sólida sobre a saúde da população LGBT são necessárias pesquisas nas seguintes áreas: demografia, influências sociais na vida da população LGBT, desigualdades nos cuidados com saúde, estudos de intervenção e pesquisas sobre as necessidades de saúde das pessoas trans.”
Vários estudos brasileiros apresentam as lacunas existentes no diálogo entre os serviços de saúde e este grupo de pessoas, resultando em baixa inserção nos serviços. E ainda, quando conseguem ser inseridos, a adesão aos tratamentos é, de um modo geral, baixa, tanto no que concerne à atenção básica quanto a cuidados mais especializados como, por exemplo, o uso de hormônios e a cirurgia de redesignação sexual.
Estes estudos indicam ainda uma quase ausência de acolhimento desses indivíduos pelos serviços, dado o estigma social e o preconceito que sofrem. Há iniciativas pioneiras como a do CRT DST/AIDS da Secretaria de Saúde de São Paulo, com a abertura de um ambulatório de atenção integral à saúde das pessoas trans, algo que tem se repetido em alguns outros estados do Brasil. Esse conjunto de serviços já registram longas filas de espera para procedimentos especializados, como a introdução de hormônios ou a realização de cirurgias.
As análises epidemiológicas sobre a epidemia de HIV/AIDS e a grande maioria dos estudos e pesquisas incluem o grupo de travestis e transexuais na categoria “homens que fazem sexo com homens” ocultando graus muito distintos de vulnerabilidade, de 3 necessidades de saúde e de barreiras de acesso a serviços, fazendo com que as especificidades deste grupo sejam obscurecidas, visto que suas identidades sociais e psicológicas não se aproximam ou não se adequam a esta categoria. A invisibilidade na qualificação do problema tem consequências quando da formulação de políticas públicas.
Este estudo tem como objetivo Caracterizar as vulnerabilidades da população de travestis e transexuais (femininos e masculinos), acessada por meio de serviços de saúde ou de assistência social, que impedem ou limitam o seu acesso a serviços e direitos.
- Equipe -
Coordenadora:
Maria Amelia de Sousa Mascena Veras
Coordenador Associado:
Gustavo Santa Roza Saggese
Pesquisadores:
Adriana Cezaretto
Ana Carolina Navarrete M. F. da Cunha
Anna Paula Vencato
Bruna César Barbosa
Bruna Robba Lara Redoschi
Bruno Puccinelli
Claudia Renata dos Santos Barros
Daniel Dutra de Barros
Fabíola Santos Lopes
Heloísa Hanada
José Luís Gomez Gonzalez Júnior
Juny Kraiczyk
Larissa Pelúcio
Luiz Fábio de Deus
Manoel Carlos Sampaio de Almeida Ribeiro
Marcia Regina Giovanetti (in memoriam)
Maria Aparecida da Silva
Michelle A. Camargo
Naila Janilde Seabra Santos
Renata Batisteli
Ricardo Barbosa Martins
Thiago Pestana Pinto
Projeto Muriel
BOLETIM COMUNITÁRIO
ARTIGOS PUBLICADOS
Silicone líquido industrial para transformar o corpo: prevalência e fatores associados ao seu uso entre travestis e mulheres transexuais em São Paulo, Brasil
Cad. Saúde Pública. 2017, vol.33, n.7, e00113316. Epub July 27, 2017. ISSN 1678-4464. http://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00113316
APRESENTAÇÕES EM CONGRESSOS
BARRIERS TO CARE AND NON-PRESCRIBED HORMONE USE AMONG TRANS WOMEN IN SÃO PAULO, BRAZIL
9th IAS Conference on HIV Science. 2017
TRANSGENDER PEOPLE ACCESS TO EDUCATION IN SÃO PAULO, BRAZIL: VULNERABILITES AND EXCLUSION
AIDSImpact 13th International Conference. 2017
ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE POR TRAVESTIS E TRANSEXUAIS RESIDENTES NO ESTADO DE SÃO PAULO
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
BEM-ESTAR PSICOLÓGICO DE TRAVESTIS E MULHERES TRANSEXUAIS DE 7 MUNICIPIOS DO ESTADO DE SP
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA TRAVESTIS E MULHERES TRANSEXUAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
NOME SOCIAL EM SERVIÇOS DE SAÚDE E SEU USO NO CARTÃO SUS
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
USO DE HORMÔNIOS SEM PRESCRIÇÃO E IDADE DE INÍCIO ENTRE MULHERES TRANSEXUAIS E TRAVESTIS
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
SITUAÇÃO DE UMA POPULAÇÃO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO NO MERCADO DE TRABALHO
X Congresso Brasileiro de Epidemiologia. 2017
INDUSTRIAL SILICONE AND THE PROCESS OF BODY ADAPTATION: RESULTS FROM MURIEL PROJECT, SÃO PAULO, BRAZIL
IASSCS XI International Conference: Breaking Boundaries. Sexuality, Gender, Reproduction, Health and Rights. 2017



